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Comportamento do consumidor: quais as tendências para 2022?

18/03/2022 15 min de leitura

O comportamento do consumidor é algo que muda com frequência. Diversos fatores influenciam na percepção que o público tem de sua realidade e como ele decide gastar o seu dinheiro. É de grande importância, então, que os gestores de empresas atentem para isso a fim de que a experiência do cliente seja a melhor possível.

O tema comportamento do consumidor em 2022 já é algo a ser pensado, especialmente para quem deseja se adiantar para criar boas estratégias de marketing e campanhas bem-feitas.

Neste texto, vamos mostrar tudo sobre as principais tendências do comportamento do consumidor para 2022. Além de destrinchar a importância desse tema. Quer saber mais? Siga conosco. Boa leitura!

Por que entender o comportamento do consumidor?

Antes de mais nada, vamos explicar por que é importante estudar e entender o comportamento do consumidor. Qualquer tipo de loja que faça comércio, seja ele presencial ou pela internet, deve definir boas estratégias de marketing.

Para que essas estratégias tenham sucesso, os gestores devem atentar para uma pluralidade de fatores que, quando interligados, produzem campanhas bem-feitas e efetivas. O ato de entender o comportamento do consumidor é uma delas.

A importância para a saúde do negócio

O estudo detalhado do comportamento do consumidor é extremamente importante para a saúde do negócio. Esses resultados permitem um foco em estratégias certeiras, exatamente onde se precisa.

De nada adianta, por exemplo, concentrar todo o seu orçamento e esforços em campanhas de marketing que não atendam um público determinado. É importante definir a sua persona, público-alvo e saber o que rege o seu comportamento.

Desse modo, você evita gastos desnecessários que podem levar a uma possível falência. Ao tomar decisões de uma forma adequada e estratégica, se gasta menos dinheiro no caminho.

A peça-chave para isso é o entendimento do comportamento do consumidor. Antes do investimento em campanhas, comunicação ou até mesmo fornecedores, concentre-se no que é primordial.

É possível perceber, portanto, que entender o comportamento do consumidor é essencial para que as empresas adotem as estratégias mais adequadas de modo a melhorar a conversão de leads e fidelizar os clientes adquiridos.

O que influencia o comportamento do consumidor?

Há uma diversidade de fatores que têm influência direta e indireta no modo de compra. Para entender corretamente as tendências do comportamento do consumidor, devemos considerar e conjugar os seguintes aspectos. Confira!

Fatores culturais

Os fatores culturais são os primeiros aspectos que influenciam no comportamento do consumidor. Roupas relacionadas às religiões muçulmanas, por exemplo, provavelmente não devem fazer parte da sua rotina por uma questão cultural.

O mesmo princípio se aplica, em diferentes contextos, quando se fala em fatores culturais que implicam em mudanças na oferta e demanda de alguma loja. Para que determinado produto tenha sucesso em relação a um público-alvo, é necessário levar em conta fatores como estado, região, gostos musicais, religião predominante, entre outros diversos.

A influência desses fatores, mesmo dentro de um país só, é tão grande, que o colocamos em primeiro na lista. Para ter uma amostra fidedigna da cultura de seu público-alvo, é importante ter uma persona que o represente. Desse modo, você não vai errar.

Fatores sociais

Os fatores sociais também influenciam bastante nas tendências do comportamento do consumidor. Quando estamos em sociedade, nosso papel social diz muito mais sobre nós do que imaginamos. Também dita a forma como nos vestimos, comemos e consumimos das lojas que somos clientes.

É preciso considerar onde o indivíduo está, com quem ele interage, os valores que ele defende e demais aspectos correlatos. Podemos exemplificar com um cliente que tem pautas LGBTQ+ como prioridade em sua vida, e apenas consome de marcas e comércios que julga ser adequados de acordo com a causa.

Outros grupos de clientes podem não comprar produtos de marcas que tenham algum posicionamento político mais tradicional, que já se envolveram em polêmicas sobre tratamento dos funcionários e assim por diante.

Fatores psicológicos

O próximo quesito da nossa lista, que merece nossa total atenção, são os fatores psicológicos. Quando se trata de formar nossa íntima convicção sobre algo, esse lado não pode ser negligenciado. Afinal de contas, o que se espera de uma relação com o cliente é a fidelização, por meio de uma abordagem emocional e sensorial, que vise mais que só o serviço ou o produto.

Os aspectos que envolvem esse fator são relacionados a emoções, personalidade, pensamentos, entre outros. O que agrada o seu cliente? O que define a quantidade e a frequência de compras dele? Isso tudo deve ser levado em conta.

Para traçar a personalidade do seu consumidor nesse contexto, determinadas ferramentas podem organizar o que a sua persona prioriza na hora de consumir. Aplicar esse conhecimento no momento de montar as campanhas é o primeiro passo para afetá-lo até a sua decisão final.

Fatores pessoais

A individualidade faz com que o comportamento de consumo seja único. É claro que pessoas de um mesmo grupo, seja ele social, religioso, geográfico etc. tem as práticas de compra que tende a ser parecido. Apesar disso, devemos olhar para cada pessoa como o seu próprio indivíduo, complexo por si só.

Algumas variáveis fazem com que o cliente consuma de modo diferenciado. Por exemplo, a idade. Pessoas mais jovens tendem a gastar de forma menos organizada e pensando menos em consequências. Ao passo que pessoas mais maduras gastam mais, porém, de forma mais organizada e após reflexões. Entretanto, essa máxima não se aplica a todas as pessoas.

O momento da vida que o indivíduo se encontra também é responsável por moldar seus hábitos de consumo. Quem está prestes a se casar, por exemplo, dificilmente compra as mesmas coisas que uma pessoa solteira. Assim como um idoso raramente comprará itens comuns a quem acabou de ter filhos.

Fatores situacionais

Para fechar os fatores que implicam na mudança de comportamento de compra, podemos falar de situações pontuais. Não é possível citar todas que fazem com que o cliente consuma de forma diferente, seja mais ou menos. Entretanto, é perfeitamente viável imaginar motivos que dão causa a uma redução na frequência das compras, por exemplo.

Dentro das situações mencionadas, podemos citar o momento financeiro como sendo um dos itens que mais afeta o poder de compra do cliente. Nesse caso, o consumidor passa a procurar produtos com valores mais baixos e condições de pagamentos mais facilitadas.

A pandemia do novo coronavírus veio para nos mostrar que, por um momento, os lojistas precisaram se adaptar à nova realidade. O desemprego aumentou, a insegurança financeira também, e esse é um ótimo exemplo de fator situacional. Enquanto alguns tipos de comércios não sentiram mudanças no comportamento de consumo, outros precisaram fechar as portas.

Ainda vamos falar mais sobre o consumo e a pandemia mais a frente. No entanto, é possível notar que é necessário mostrar ao cliente o custo-benefício do produto ou serviço a foto momento. Desse modo, será possível driblar qualquer intercorrência e mudança no comportamento do consumidor.

Quais as tendências para 2022?

Agora que você já sabe por que é importante entender o comportamento do consumidor, assim como o que o influencia, vamos avançar. No ano de 2022, o que vai ser a tendência nesse aspecto?

É bom ressaltar que, para se manter em dia com o comportamento do consumidor, você deve saber com quem você fala — e entender do que essa pessoa gosta. Ressaltando que essas tendências mudam com frequência.

Nos últimos anos, as redes sociais ficaram infestadas de mensagens positivas "forçadas", a chamada positividade ou felicidade tóxica. O próximo ano chega com uma tendência de valorização do que é verdadeiro e autêntico, como vamos perceber a seguir. Abaixo, veremos novos tipos de perfis e tendências para o ano de 2022. Leia mais para saber!

Estabilizadores

Os consumidores definidos como estabilizadores são os que, no momento, têm como prioridade a simplicidade, tranquilidade e, propriamente dita, a estabilidade. Isso decorre do cansaço mental e pressão de serem sempre "perfeitos", no sentido de produtividade e adequação ao novo mundo.

A realidade para essas pessoas é diferente. Eles entendem que não é possível levar uma totalmente equilibrada entre produtividade, atividades físicas, leitura e lazer, por exemplo. Portanto, os estabilizadores não se cobram tanto assim.

Entre as tendências de comportamento do consumidor para os estabilizadores está a simplicidade, objetividade e minimalismo. O objetivo da sua compra se centra no conforto, calma, qualidade de vida e menos necessidade de atualizações ou trabalho posterior.

Comunitários

Os comunitários, como o próprio nome sugere, têm a tendência de serem indivíduos um pouco mais ligados às novas tecnologias e trabalho do que os estabilizadores. No entanto, a sua característica mais marcante é a solidariedade e consciência ambiental.

Seu estilo de vida é mais equilibrado, evitando viver em grandes centros e locais de aglomeração para buscar uma forma de vida melhor. Uma característica desse grupo é a de valorizar o que há em sua localidade. Isso inclui, entre outros, o comércio e lojas da região.

Esse ato contribui para os pequenos empreendedores e ainda para o planeta, o que está de acordo com os valores dos comunitários. Esse grupo pode ser atingido por meio de campanhas de conscientização, iniciativas sociais e demais que valorizem o pequeno empreendedor.

Novos otimistas

Já os novos otimistas, por sua vez, são um perfil que engaja em uma mentalidade que se importa com a coletividade. Apesar de não se restringir a um espaço geográfico, os novos otimistas são conectados e sociais. Por conta disso, eles são descritos como alegres e em busca da felicidade.

Esse grupo é do tipo que valoriza representatividade e inclusão social de grupos discriminados. Por isso, uma das medidas para atrair a sua atenção é investir em campanhas de apoio a determinados grupos marginalizados pela sociedade, assim como trabalhar por sua inclusão na empresa, por exemplo.

Os novos otimistas são jovens, em sua maioria, e ligados em redes sociais. Todos têm contas nas mais diversas redes sociais, acompanham as últimas tendências, hashtags e engajam em campanhas por meio do mundo online.

Ecoansiedade

Esse termo define a pessoa que tem medo ou sente aflição com a iminência de desastres ambientais. Esse grupo teme pelo seu futuro, assim como o de seus descendentes e pessoas mais próximas.

Para atrair o cliente com ecoansiedade, a empresa deve ser engajada em causas sociais que visem a natureza. A venda de opções veganas, o uso de embalagens sustentáveis e o descarte adequado do lixo é uma boa forma de começar.

Digital Out of Home

Você já ouviu falar em DOOH? Essa sigla é para Digital Out of Home, termo em inglês que significa "digital fora de casa". Essa tendência tem, cada vez mais, crescido entre os anunciantes de diversos ramos.

A instalação desse tipo de mídia ocorre em espaços públicos, nos quais há grande circulação de pessoas. As campanhas em locais públicos são passadas em monitores e telas, posicionadas estrategicamente.

Por meio de anúncios interativos, mídias relevantes e outros artifícios que chamam a atenção, a empresa é exposta para milhares de pessoas todos os dias.

Como a pandemia mudou o comportamento do consumidor?

Por último, vamos ressaltar como a pandemia do novo coronavírus também teve a sua influência na mudança de comportamento do consumidor. Em linhas gerais, a pandemia nos forçou a ficar muito mais em casa do que desejaríamos.

Seja por conta de lockdowns, zelo com a saúde ou falta de opções para comprar nas ruas, os consumidores começaram a descobrir novas formas de adquirir produtos.

Quem não era tão fã de fazer pedidos de forma on-line teve que aprender, mas quem já sabia e gostava consumiu ainda mais. O fato é que a diminuição do contato pessoal fez com que a internet fosse o principal recurso de comunicação e consumo da pandemia.

Os lojistas e gestores que não querem perder clientela precisam se adaptar. Os que conseguiram se adequar perceberam que é perfeitamente possível ter um bom resultado por meio de vendas na internet — e essa é uma realidade que, apesar de a vacinação estar cada vez mais avançada, será replicada em 2022.

O Consumer Trends do ano de 2021 identificou que 63% das pessoas desejam explorar a cidade em que moram após o fim da pandemia. Isso inclui bares que nunca foram, cinemas, restaurantes e aproveitar mais do turismo local. Por isso, podemos ver uma mudança latente para o ano de 2022.

A ascensão do digital

É seguro dizer que o comportamento do cliente, desde o início da pandemia, se tornou mais digital do que nunca. A procura por produtos e promoções é feita na internet, a pesquisa por recomendações é feita por meio de influencers e formadores de opinião, e a compra, propriamente dita, também é online.

Ignorar essa mudança de comportamento do consumidor significa ficar para trás. E não explorar a totalidade do que o mercado de hoje em dia tem a oferecer. Por isso, é necessário destacar a enorme importância de as empresas acompanharem essas tendências para não perderem participação no mercado, o que significaria perda de ganhos e competitividade no mercado.

É de suma importância ficar de olho no comportamento do consumidor para o próximo ano. A partir desses dados acerca do cliente, a companhia pode dar uma assistência melhor a quem compra os seus produtos, assim como melhorar o relacionamento com o cliente.

Você gostou deste conteúdo? Deixe sua leitura ainda mais rica com o infográfico completo em que resumimos as principais tendências de 2022 para o comportamento do consumidor!

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